segunda-feira, 7 de junho de 2010

Debate sobre formação continuada na escola

Troque ideias sobre a formação de professores na escola com Luiza Helena Christov, da Universidade Estadual Paulista (Unesp)


Atribuição principal do coordenador pedagógico, a formação continuada encontra diversos obstáculos para ser efetivada na realidade das escolas brasileiras. A falta de um tempo dedicado para ela na rotina dos professores é a mais evidente, mas a qualificação dos próprios coordenadores - que muitas vezes não se reconhecem como formadores - é a mais grave.

Para se tornar formador é necessário estudar as didáticas específicas, montar uma rotina que permita dar conta de todo o planejamento que a formação exige, além de saber compartilhar com clareza o conhecimento e construir uma relação de parceria com os docentes (habilidades que o autor português Antônio Nóvoa chama de tato pedagógico).

Ao reunir todos esses elementos, o coordenador possibilita que os professores reflitam sobre a prática de sala de aula e se tornem, ao longo do processo formativo, mais conscientes da intencionalidade de suas estratégias de ensino e capazes de modificá-las para melhorar a aprendizagem dos alunos. É a chamada transformação da prática, que deve ser o objetivo final de todo processo de formação em serviço.

Luiza Helena Christov, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus São Paulo, acredita na formação continuada como um processo decisivo para a melhora da qualidade do ensino no país. "A formação em serviço é como trocar um pneu em um carro em movimento porque muitas vezes ela tem que preencher lacunas da formação inicial de profissionais que já estão trabalhando. Mas acredito que é possível construir um processo que efetivamente melhore o ensino e seja gratificante para formadores, professores e alunos", diz.

fonte:http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/debate-formacao-continuada-escola-549588.shtml

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